Penta em 2002, Juninho Paulista não vê Neymar pronto para a Copa 2014

Ex-jogador e atual diretor de futebol do Ituano elogiou o técnico Luiz Felipe Scolari e disse ainda que organização do Mundial dará certa por causa de “jeitinho brasileiro”

Pedro Taveira - enviado iG a Itu |

O atacante Neymar deve passar um ano atuando na Europa antes da Copa do Mundo de 2014. Quem diz é Juninho Paulista, pentacampeão com a seleção brasileira em 2002. Para o ex-jogador e hoje dirigente do Ituano, o futebol que o santista está acostumado a jogar e o que será praticado no Mundial são diferentes.

“É inevitável o Neymar ir para a Europa. Talvez seja interessante e ajudaria muito o Brasil. Porque é diferente o estilo de jogo que o Neymar vai encontrar na Copa do Mundo daquele que é praticado aqui. Se ele tivesse uma experiência de um ano antes de chegar no Mundial, talvez fosse ajudar ainda mais o Brasil”, afirmou Juninho em entrevista ao iG Esporte .

De acordo com a imprensa espanhola, o camisa 11 do Santos está na mira do Barcelona, que teria feito até um seguro de vida para o atleta no valor de R$ 650 mil. Vice-presidente do clube catalão, Josep Maria Bartolomeu confirmou à Catalunya Ràdio o interesse, mas que a contratação não está feita. A expectativa é que neymar saia mesmo após a Copa.

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Mundial no “jeitinho brasileiro”
Perguntado sobre o que pensa da organização brasileira para o Mundial 2014, Juninho Paulista, em tom crítico, citou o já conhecido “jeitinho brasileiro” de resolver as coisas. O ex-jogador falou acreditar que, em cima da hora, tudo sairá como o planejado.

“É diferente de uma organização europeia, onde praticamente está tudo pronto e o planejamento é feito bem antes. Aqui no Brasil é tudo muito imediatista. Às vezes causa uma certa preocupação em todos que estão em volta, mas acredito que o Brasil, em cima da hora, vai ter tudo pronto”, disse o dirigente.

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“Talvez a logística não seja tão boa quanto esse país tem condições de oferecer. Esse ‘jeitinho brasileiro’ de improviso, acho que com isso a gente pode se sair bem. O europeu é muito certo, metódico”, completou Juninho.

O ex-jogador criticou ainda os possíveis “elefantes brancos” e afirmou que o Mundial não deveria ter tantas cidades-sedes: “Acho que entrou muita questão política. Não tinha necessidade de abrir para tantos Estados. Teria que ter feito uma Copa mais enxuta e não causar investimento em estádios que a gente sabe que vão ficar sem ocupação de eventos ou jogos”.

Elogios a Felipão
Juninho Paulista disse que não vê outro treinador mais qualificado para comandar a seleção brasileira do que Luiz Felipe Scolari. E considera que foi correta a saída de Mano Menezes do time nacional.

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“Acho que, não tendo o Mano, não teria pessoa melhor para comandar a seleção do que o Felipão e a gente já vê a diferença de trabalho entre um e outro. O Felipão já está implantando a sua filosofia, seu pensamento. Aproveitou a cara que o Mano tinha dado e acrescentou mais ainda”, falou o pentacampeão, que defendeu as declarações que o técnico deu recentemente, de que volante goleador é bonito só para a imprensa.

“Às vezes o que o Felipão quer dizer é o seguinte: cada um fazendo a sua função. O volante tem uma função mais marcadora do que de jogar. Quem joga mais vai ser o meia. É claro que todos os jogadores tem que saber jogar, até pela pressão que é o futebol hoje, mas é cada um fazendo a sua”, explicou Juninho.

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