Governo destina 150 mil homens e R$ 1,9 bi para operação de segurança na Copa

Por Bruno Winckler - Enviado iG a Florianópolis |

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Reunião em SC definiu detalhes de planejamento de segurança durante o Mundial

Bruno Winckler / iG
Andrei Rodrigues, secretário Extraordinário de Segurança para Grandes Eventos

O Ministério da Justiça anunciou nesta quinta-feira que vai dedicar 150 mil homens de variadas unidades da segurança pública e da defesa nacional aos trabalhos para garantir a segurança do País durante a Copa do Mundo. Segundo Andrei Rodrigues, secretário Extraordinário de Segurança para Grandes Eventos do ministério, os investimentos totais nos últimos três foram de R$ 1,9 bilhão de recursos do Ministério da Justiça, das unidades de Segurança Pública e do Ministério da Defesa.

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O orçamento foi dividido entre 2012 e 2014. Foram R$ 451 milhões gastos em 2012 e R$ 345 no ano passado. Além dos homens das forças públicas de segurança, a Fifa e o COL contrataram 20 mil agentes privados de empresas de segurança que vão atuar diretamente com as seleções e nos locais de treinos e jogos.

“Este é um legado antecipado. Foram adquiridos equipamentos, montagem de centros de comando móvel, robôs contra artefato implosivo, todos já utilizados em ações concretas, não só para a Copa, mas servível no dia a dia das cidades”, comentou Rodrigues após um seminário com representantes das 32 seleções da Copa do Mundo em Florianópolis.

Bruno Winckler/iG
Jamil Megid Jr, secretário especial para a Copa do Ministério da Defesa

Durante o evento, técnicos e membros das comissões das seleções, manifestaram especial receio com os protestos do último ano, a maioria realizada concomitantemente com a Copa das Confederações. Rodrigues comentou sobre o assunto e manteve o discurso dos principais governantes, de que as possíveis manifestações serão toleradas, desde que sejam pacíficas.

“A grande preocupação não é a manifestação em si. É coibir as ações violentas em manifestações e também ampliar. Mais de 1 milhão de pessoas saiu às ruas em junho. Ninguém deixou de entrar ou chegar estádio, nenhuma delegação. Teste exaustivo, que nesse cenário se saiu bem e aumentamos o Investimento em células de inteligência para esse ano”, alertou. “A missão é que garantamos a manifestação pacífica e ordeira, mas a coibição de violentas nessas situações”.

Na quarta-feira, a presidente Dilma Rousseff disse que se for necessário o Exército será usado durante a Copa para conter possíveis atos de violência. O general Jamil Megid, secretário do Ministério da Defesa, minimizou as palavras da presidente e explicou que as forças armadas só usarão sua total capacidade num “cenário específico e episódico”. “É tudo caso de análise que passa por um processo normal federativo. Avalia-se se é preciso de mais meios da segurança pública que passa por uma análise da presidência da república nesse contexto específico”, comentou.

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