Quatro anos após pênalti memorável, Luis Suárez chega à Copa como protagonista

Por iG São Paulo |

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Em alta no Liverpool e maior artilheiro da história da seleção uruguaia, atacante de 27 anos atravessa o auge da carreira

Com atuações inspiradas, o atacante Luis Suárez foi um dos principais responsáveis pelo surpreendente quarto lugar alcançado pelo Uruguai na Copa do Mundo de 2010, na África do Sul. Participou de seis dos 11 gols anotados pela seleção, marcando três e dando assistência para outros três. Mas tudo isso acabou ficando em segundo plano. Foi uma outra cena que o fez virar personagem inesquecível da competição.

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Luis Suárez fez três gols na Copa de 2010. Foto: Getty ImagesLuis Suárez bota a mão na bola e salva o Uruguai de sofrer gol na prorrogação das quartas de final da Copa de 2010, contra Gana. Foto: Getty ImagesSuárez foi eleito o melhor jogador da Copa América de 2011. Foto: Buda Mendes/Getty ImagesO atacante Luis Suarez brinca com a bola durante treino da seleção do Uruguai. Foto: AP/Hassan AmmarSuárez em ação pelo Uruguai na Copa das Confederações. Foto: Robert Cianflone/Getty ImagesCom 39 gols em 76 jogos, Suárez é o maior artilheiro da história da seleção uruguaia. Foto: Matilde Campodonico/APSuárez se recusou a cumprimentar Evra antes da partida entre Liverpool e Manchester United. Foto: GettyLuís Suárez comemora gol pelo Liverpool. Foto: Reprodução/Twitter/LFCUruguaio lidera o Campeonato Inglês em gols e assistências nesta temporada. Foto: Paul Gilham/Getty ImagesLuis Suárez chegou ao Liverpool em 2011. Foto: Getty Images

O lance aconteceu no duelo contra Gana, nas quartas de final. No último lance da prorrogação, quando a definição da vaga para a fase seguinte se encaminhava para a disputa de pênaltis, ele salvou duas vezes os uruguaios após o goleiro Muslera sair mal do gol em uma bola levantada na área pelos africanos. Na primeira, tirou com a perna. Na segunda, usou os braços. O árbitro assinalou a penalidade e o expulsou, mas o sacrifício valeu a pena. Isso porque Asamoah Gyan desperdiçou a cobrança. Depois, seu time levou a melhor na decisão dos pênaltis e foi à semifinal.

"Não havia outra alternativa, tive de fazer aquilo", disse Suárez após o jogo. "Quando eles perderam o pênalti, eu pensei 'isso é um milagre, nós ainda estamos vivos na competição'", completou.

Veja abaixo:

Foi o primeiro de uma série de episódios que tiveram Suárez como centro das atenções. Depois que se transferiu do Ajax para o Liverpool, em 2011, ele envolveu-se em dois episódios que causaram polêmica. O primeiro aconteceu em outubro daquele ano, quando o lateral francês Patrice Evra, do Manchester United, o acusou de tê-lo insultado de maneira racista. O uruguaio se defendeu, mas a federação inglesa o considerou culpado após investigar o caso e o suspendeu por oito jogos. No reencontro entre os dois, Suárez se negou a cumprimentar o rival antes da partida. Depois, desculpou-se pelo ato. O segundo aconteceu na última temporada, quando ele mordeu o ombro do defensor sérvio Branislav Ivanovic e recebeu suspensão de dez partidas.

Antonio Calanni/AP
Luis Suárez em ação pela seleção uruguaia

Mas não é apenas pelos incidentes que o nome de Suárez aparece com frequência nas discussões sobre futebol na Inglaterra. Dentro de campo, ele não tem deixado a desejar. Caiu rapidamente nas graças do torcedor do Liverpool e é hoje um dos principais atacantes do mundo. Nesta temporada, já fez 24 gols e deu dez assistências no Campeonato Inglês, liderando ambas as estatísticas. Defendendo seu país, ganhou a Copa América de 2011, foi eleito o melhor jogador da competição e tornou-se o maior artilheiro da história da seleção uruguaia, com 39 gols em 76 jogos -- desbancando Diego Forlán.

Desde o pênalti cometido na Copa de 2010, Suárez acostumou-se aos holofotes. Seja pelas polêmicas nas quais se envolveu ou pelo status de estrela que conquistou em campo nos últimos anos. Vivendo a melhor fase da carreira, o atacante de 27 anos chega ao seu segundo Mundial em condição diferente em relação a quatro anos atrás. Hoje, é ele a principal esperança uruguaia de realizar o sonho de repetir no Brasil a festa que fez em 1950.

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