Parreira alerta contra oba-oba, mas diz que Brasil já está com uma mão na taça

Por Bruno Winckler - enviado iG a Teresópolis (RJ) | - Atualizada às

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Coordenador da seleção brasileira cita uma conversa com técnico da Copa de 1950 para afastar o clima de “já ganhou”, mas não foge do favoritismo

O discurso da comissão técnica da seleção brasileira é o mesmo há alguns meses: o Brasil é o principal favorito a vencer a Copa do Mundo em 2014. Sem medo do que o excesso de confiança pode causar para os jogadores, o coordenador técnico Carlos Alberto Parreira afirmou no primeiro dia de treinos na Granja Comary, em Teresópolis, que o Brasil “já está com uma mão na taça”.

Para Parreira, campeão do mundo em 1994, mas condutor do fiasco de 2006, uma Copa se ganha muito pelo que se faz fora do campo. E com essa ideia, disse que avaliada toda a logística e a preparação feitas até aqui, o Brasil não pode considerar nada além do título.

Seleção chega à Granja Comary em meio a claque da Globo e protesto tímido

“Numa Copa a primeira coisa a fazer é ganhar fora do campo, na logística, no relacionamento com a torcida, a imprensa. Com tudo nós já estamos com uma mão na taça”, disse Parreira nesta segunda-feira após o primeiro encontro com os jogadores.

Jogadores se apresentam à seleção brasileira na Granja Comary. Veja as fotos:

Luiz Felipe Scolari recebe jogadores da seleção brasileira na Granja Comary. Foto: Rafael Ribeiro / CBFLuiz Felipe Scolari recebe jogadores da seleção brasileira na Granja Comary. Foto: Rafael Ribeiro / CBFLuiz Felipe Scolari recebe jogadores da seleção brasileira na Granja Comary. Foto: Rafael Ribeiro / CBFLuiz Felipe Scolari recebe jogadores da seleção brasileira na Granja Comary. Foto: Rafael Ribeiro / CBFLuiz Felipe Scolari recebe jogadores da seleção brasileira na Granja Comary. Foto: Rafael Ribeiro / CBFLuiz Felipe Scolari recebe jogadores da seleção brasileira na Granja Comary. Foto: Rafael Ribeiro / CBFLuiz Felipe Scolari recebe jogadores da seleção brasileira na Granja Comary. Foto: Rafael Ribeiro / CBFLuiz Felipe Scolari recebe jogadores da seleção brasileira na Granja Comary. Foto: Rafael Ribeiro / CBFLuiz Felipe Scolari recebe jogadores da seleção brasileira na Granja Comary. Foto: Rafael Ribeiro / CBFLuiz Felipe Scolari recebe jogadores da seleção brasileira na Granja Comary. Foto: Rafael Ribeiro / CBFLuiz Felipe Scolari recebe jogadores da seleção brasileira na Granja Comary. Foto: Rafael Ribeiro / CBFLuiz Felipe Scolari recebe jogadores da seleção brasileira na Granja Comary. Foto: Rafael Ribeiro / CBFLuiz Felipe Scolari recebe jogadores da seleção brasileira na Granja Comary. Foto: Rafael Ribeiro / CBFGoleiro Jefferson foi o primeiro a se apresentar para a Copa. Foto: VipcommGoleiro Julio Cesar chega ao hotel da seleção brasileira no Rio de Janeiro. Foto: VipcommO zagueiro Dante chegou de táxi em sua apresentação para a Copa. Foto: VipcommJogadores da seleção brasileira se apresentaram para a Copa em hotel no Rio de Janeiro. Foto: VipcommJogadores da seleção brasileira se apresentaram para a Copa em hotel no Rio de Janeiro. Foto: VipcommJogadores da seleção brasileira se apresentaram para a Copa em hotel no Rio de Janeiro. Foto: VipcommJogadores da seleção brasileira se apresentaram para a Copa em hotel no Rio de Janeiro. Foto: VipcommJogadores da seleção brasileira se apresentaram para a Copa em hotel no Rio de Janeiro. Foto: VipcommJogadores da seleção brasileira se apresentaram para a Copa em hotel no Rio de Janeiro. Foto: VipcommJogadores da seleção brasileira se apresentaram para a Copa em hotel no Rio de Janeiro. Foto: VipcommJogadores da seleção brasileira se apresentaram para a Copa em hotel no Rio de Janeiro. Foto: Vipcomm

Apesar da confiança, há em contrapartida uma preocupação com o clima de oba-oba, e de “já ganhou” que acometeu a seleção brasileira em 1950, ano da primeira Copa realizada no Brasil. Parreira contou um encontro que teve com Flávio Costa, técnico daquela seleção. Os relatos do que foi feito antes do jogo decisivo contra o Uruguai assustaram Parreira.

Marcelo antecipa apresentação à seleção depois de conquistar a Liga dos Campeões

“Eu tive a oportunidade de conversar com Flávio Costa sobre 1950 e o que ele me contou assustou. Não se pode perder o foco como fizeram com os jogadores naquela vez. Temos de estar confiantes e alertas contra esse clima de oba-oba”, disse Parreira, numa contradição com o que dissera a respeito do favoritismo brasileiro.

“Ninguém é campeão por acaso. É preciso ter foco. É muito óbvio dizer isso, mas se não fizer algumas renúncias não se atingem as metas planejadas”, filosofou.

Seleção brasileira chega a Teresópolis sob protestos. Assista ao vídeo

Ao lado de Parreira, Flávio Murtosa, assistente técnico de Felipão, reforçou que não se deixará que os jogadores adotem postura de oba-oba. Parreira se explicou.

“Cairia bem se eu dissesse ao invés de que o Brasil será o campeão do mundo que será o vice? Nós temos dois dos melhores zagueiros do mundo, laterais que estão na seleção de melhores, um time entrosado e uma torcida que vai nos apoiar todo o tempo. Temos de ser confiantes”, disse.

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