Fred desencanta, Brasil goleia a Itália por 4 a 2 em Salvador e fica em primeiro

Atacante havia passado em branco contra Japão e México, mas garantiu triunfo em Salvador

Bruno Winckler - enviado iG a Salvador | - Atualizada às

AP
Foto oficial do time titular do Brasil

Fred já conhecia o gosto de marcar um gol contra a Itália, marcara um em amistoso em março (2 a 2, em Genebra), mas em Salvador, para o público brasileiro, ele tinha de provar que as más atuações contra Japão e México não virariam regra. Dito e feito. Com dois gols seus, o Brasil fez 4 a 2 nos italianos na Fonte Nova e fez os baianos gritarem olé para comemorar o primeiro lugar do grupo A da Copa das Confederações.

Veja lance a lance como foi a vitória do Brasil contra a Itália

Agora o Brasil espera pelo segundo colocado do grupo B, que será conhecido neste domingo. O provável rival será o Uruguai, mas o lugar da semifinal está definido. Será Belo Horizonte, quarta-feira, às 16h.

A intenção do Brasil no início da partida contra Itália foi a mesma com que começou seus confrontos com Japão e México. Pressionar o adversário em seu campo e força-lo a errar. Contra os dois primeiros rivais a tática deu certo e antes dos 10 minutos de jogo o placar já mostrava vantagem para o Brasil. Contra a Itália, apesar da boa intenção, Neymar e companhia tiveram de suar mais.

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Não que tenham faltado oportunidades. O Brasil fez Buffon trabalhar logo no primeiro minuto depois de chute forte de Hulk da grande área. A pressão brasileira seguia firme, com Hulk e Neymar segurando os avanços dos laterais italianos. A vontade em fazer valer essa pressão fez com o que Brasil também fosse mais violento que o habitual.

Talvez sem a tranquilidade do gol do início, ainda que melhor em campo, David Luiz e Neymar abusaram das faltas no início do jogo. Os dois receberam merecidamente o cartão amarelo. O zagueiro por entrada em Balotelli e o atacante por falta em Abate. O lateral-direito inclusive deixou o campo após a falta. Ravshan Ismatov, do Uzbequistão, ainda amarelou Luiz Gustavo por puxar a camisa de Bonucci.

Neste clima de marcação forte e sem o poder de pressão do início do jogo, o Brasil acabou se deixando levar pela tranquilidade do resultado. O empate não era mal resultado. O ritmo ficou ainda mais lento com as saídas prematuras de Montolivo, Abate e David Luiz. Nenhum jogador queria correr o risco de se lesionar a ponto de comprometer a competição.

Até a torcida esfriou. O início de jogo, com o Brasil no campo de ataque em todo o tempo não se repetia após o primeiro quarto do jogo. Os baianos fizeram muita festa mesmo quando conterrâneo Dante substituiu David Luiz aos 33 minutos do 1º tempo. Mal podiam esperar que a festa seria ainda maior antes do final do primeiro por conta do zagueiro do Bayern de Munique.

Alguns minutos depois de falhar na entrada da área do Brasil (Balotelli não teve domínio e desperdiçou a chance), Dante foi até área italiana já nos acréscimos para tentar se aproveitar de cobrança de falta de Neymar. E conseguiu. Ainda que impedido, aos 46 minutos, pegou rebote de cabeçada de Fred e tocou para as redes. Só faltou o Olodum para a festa ser completa.

Wander Roberto/VIPCOMM
Neymar tenta passar pela marcação italiana

O gol no fim do primeiro tempo mudou o cenário que se desenhava com um empate que era bom para o Brasil e que para a Itália não era desesperador. Atrás do placar, os italianos buscaram o empate logo no início do segundo tempo. E conseguiram após chutão de Buffon, um desvio magnífico de calcanhar de Balotelli e um chute perfeito de Gianeccheri.

Após o primeiro gol sofrido na Copa das Confederações o Brasil poderia se desesperar, mas Neymar não deixou. Ele já havia marcado contra Japão e México, nas duas antes dos 10 do primeiro tempo. Agora, na mesma marca, só que do segundo, ele mostrou que tem mais uma habilidade: a cobrança de falta. Com um toque preciso, achou o ângulo de Buffon e recolou o Brasil na frente. O goleiro nem saltou.

O clima de euforia tomou conta da Fonte Nova. Neymar foi ovacionado. Fora assim em Brasília, em Fortaleza e agora em Salvador. O camisa 10 da seleção conquistou definitivamente a confiança do brasileiro na seleção. Tal confiança aumentou quando Fred, que estava devendo nos primeiros jogos, recebeu belo passe de Marcelo, ajeitou, e como um legítimo centroavante estufou asa redes de Buffon aos 21 minutos.

Daí, com boa vantagem, o Brasil poderia controlar melhor as ações, mas pilhado com faltas constantes anotados pelo árbitro uzbeque, a seleção deu gás à Itália. Num erro de Ismatov, a Itália conseguiu diminuir aos 26. Ismatov anotara pênalti de Dante em Balotelli, mas na sequência da jogada, com todos parados, Chiellini chutou para o gol, que foi validado.

Felipão não perdeu tempo e fechou o time. Depois de tirar Neymar (quando o jogo ainda estava em 3 a 1) para colocar Bernard, ele sacou Hulk e colocou Fernando. Ainda que o empate fosse um resultado suficiente, o técnico preferiu não correr mais riscos.

Correu aos 33 minutos, quando Maggio acertou a trave após cobrança de escanteio. Tudo foi recompensado aos 44, quando após roubada de bola na intermediária italiana, Luiz Gustavo achou Bernard, que tocou para Marcelo e que no rebote de seu chute encontrou Fred. Fim de papo e o Brasil vai a Belo Horizonte.

FICHA TÉCNICA – ITÁLIA 2 x 4 BRASIL
Data : 22 de junho de 2013, sábado
Local : Estádio da Fonte Nova, em Salvador
Horário : 16h (de Brasília)
Árbitro : Ravshan Irmatov (UZB)
Assistentes : Abdukhamidullo Rasulov (do Uzbequistão) e Bakhadyr Kochakarov (do Quirguistão)
Público: 48.874
Cartões amarelos: David Luiz, Neymar, Luiz Gustavo (BRA); Marchisio (ITA)
Gols: Dante aos 46 minutos do 1º tempo. Giaccherini aos seis, Neymar aos 10 e Fred aos 21 e 43 minutos do 2º tempo.

Brasil: Julio Cesar; Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz (Dante) e Marcelo; Luiz Gustavo, Hernanes e Oscar; Neymar (Bernard), Hulk (Fernando) e Fred. Técnico: Luiz Felipe Scolari

Itália: Buffon, Abate (Maggio), Bonucci, Chiellini e De Sciglio, Aquilani, Montolivo (Giaccherini), Candreva, Marchisio e Diamanti (El Shaarawy); Balotelli. Técnico: Cesare Prandelli

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