Balanço da C. das Confederações: Protestos deixam falhas em 2º plano

Manifestações contra a Copa assustaram a Fifa, mas acabaram mascarando problemas do evento-teste para 2014

Bruno Winckler e Levi Guimarães - enviados iG ao Rio de Janeiro |

Vanessa Carvalho/Brazil Photo Press
Dançarinos realizam protesto contra a privatização do Maracanã na cerimônia de encerramento

Poucos dias antes do início da Copa das Confederações no Brasil, a Fifa e o COL (Comitê Organizador Local) não podiam imaginar que se tornariam um dos grandes alvos de gigantescos protestos espalhados por todo o país. As manifestações que começaram em São Paulo e cresceram em diversas outras cidades preocupou as duas entidades, mas no final do torneio acabaram servindo para esconder alguns problemas organizacionais do evento.

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Praticamente todas as cidades-sede sofreram com os protestos, algumas apenas nos dias de jogos na própria sede, outras independente disso. Começou em Brasília, na estreia da seleção brasileira contra o Japão no dia 15 de junho, e continuou até a decisão contra a Espanha no Maracanã, no dia 30 de junho. Muitas vezes com confrontos violentos entre as forças de segurança e manifestantes que tentavam se aproximar dos estádios

Leia também: Neymar manifesta apoio a protestos pelo Brasil e diz que fará sua parte em campo

Ao longo da competição, todos foram obrigados a falar sobre o assunto. Jogadores, técnicos, dirigentes, políticos. Ninguém escapou, mas todos desconversaram. Nas seleções estrangeiras, a regra foi de não se meter em assuntos internos do Brasil. O discurso padrão era de que todos deveriam ter a liberdade de se manifestar, desde que não usassem de violência.

Repórteres do iG flagraram alguns dos problemas da Copa das Confederações. Veja nas fotos:


Na seleção brasileira, os jogadores começaram sendo orientados a ignorar o assunto, mas depois se viram a mudar de postura. Neymar, que seria eleito o melhor jogador do torneio, declarou apoio aos protestos . Afirmando, porém, que se restringiria a fazer sua parte dentro de campo.

Os protestos de junho, enfim, roubaram a cena durante as duas semanas da Copa das Confederações . Obrigaram a Fifa, inclusive, a desmentir especulações de que estaria cogitando cancelar os últimos jogos do torneio e que, como plano B, levaria as semifinais e a decisão para outro país. Ainda assim, porém, os protestos acabaram servindo para esconder erros da organização, praticamente ignorados pelos responsáveis.

"Podemos comparar a organização da Copa das Confederações à evolução da seleção brasileira. Muitos questionaram antes do inicio da competição. Muitos questionaram Neymar. O que se vê agora que a Copa das Confederações serviu para Scolari criar um time e evoluir, o mesmo serve para a organização do torneio pensando em 2014", disse o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke.

O trabalho dos voluntários na Copa das Confederações é elogiado por todos, apesar de algumas falhas no treinamento. Veja vídeo com os voluntário em ação:


Aspectos como transporte - tanto na mobilidade urbana como no funcionamento de aeroportos - e preços de produtos nos estádios foram duramente criticados por torcedores e imprensa, tanto brasileiros como estrangeiros. Por isso, o iG preparou um balanço analisando os principais pontos da organização e apontando as melhorias necessárias para 2014. Veja a lista abaixo:

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